Na marcha das vadias SP 2013

25/05 | 12h. A Marcha das Vadias de São Paulo, assim como a Marchas das Vadias no mundo, marcha para que a sociedade entenda que as mulheres não são responsáveis pela violência que sofrem. A sobrevivente NUNCA é culpada. Culpado é o agressor.

As bicicletas na Marcha das Vadias 2013

A concentração foi na praça do ciclista [ avenida paulista x rua da consoloção]; Mulheres e homens pedalaram participando da Marcha das Vadias em São Paulo – pedalando da praça do ciclista, avenida paulista, rua augusta e terminando na praça roosevelt.

As bicicletas na Marcha das Vadias 2013

As bicicletas na Marcha das Vadias 2013

 

As bicicletas na Marcha das Vadias 2013

 

As bicicletas na Marcha das Vadias 2013

 

As bicicletas na Marcha das Vadias 2013

 

As bicicletas na Marcha das Vadias 2013

 

As bicicletas na Marcha das Vadias 2013

 

As bicicletas na Marcha das Vadias 2013

 

As bicicletas na Marcha das Vadias 2013

 

 

e o aparelho de repressão do estado, na forma hype

As bicicletas na Marcha das Vadias 2013

 

As bicicletas na Marcha das Vadias 2013

 

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As bicicletas na Marcha das Vadias 2013

 

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Aprender a pedalar

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Nossa EBA – Escola Bike Anjo está sendo um sucesso! Para quem não sabe, a EBA é uma oficina que acontece em várias cidades do Brasil (veja AQUI) para ensinar pessoas que nunca pedalaram antes, ou mesmo tirar dúvidas de quem já pedala, mas tem alguns receios de usar a bicicleta no dia a dia.

E nesse meio tempo muitos novos Bike Anjos tem nos trazido o interesse de começar uma EBA em sua cidade ou mesmo de quererem ensinar outras pessoas a dar as primeiras pedaladas. Bom, esse texto é para você! ;-)

Você vai ver que é muito simples ensinar alguém a pedalar! Junte-se a nós.

Para sermos beeeem sincero, começamos a ensinar as pessoas a pedalar sem saber muito e aos poucos fomos vendo o melhor método. E percebemos que não há melhor método ;-) , mas existe o método que cada Bike Anjo se sente melhor e, claro, que deixe o iniciante o mais confortável e calmo possível para uma experiência agradável.

Aqui vão algumas dicas rápidas de como ensinar alguém a dar as primeiras pedaladas:

1- Ensine como funciona o freio: sugira sempre manter dois dedos no freio e não apertar com força, e tente manter a pessoa relaxada (uma piadinha cai sempre bem nessas horas! ;-) )

2- Coloque o banco bem baixo para o iniciante colocar os dois pés no chão. Aí peça para ir “remando” com os pés, tentando mantê-los cada vez mais fora do chão, se equilibrando na bike.

3- Ensine como dar a arrancada: coloque o pedal em 45 graus pra frente (sugira sempre começar a arrancada com o mesmo pé) e dê o impulso não só empurrando o pedal com o pé pra baixo, mas empurrando também com o corpo pra frente para ganhar velocidade.

4- Atingir velocidade: a pessoa ganha mais equilíbrio se conseguir mais velocidade (não precisa ser velocidade máxima, né?!), então fale para o iniciante não ficar com medo de ir mais rápido.

5- Segure a bicicleta para dar apoio: Enquanto a pessoa vai praticando as primeiras pedaladas, vá dando um suporte segurando a bike. Tem Bike Anjo que gosta de segurar no bagageiro (quando tem), outros no selim e outros no guidão. Vão testando o melhor método para vocês, mas só evitem fazer muita força, se não a pessoa não tem noção do seu ponto de equilíbrio (além de que você vai ficar quebrado no dia seguinte. :P )

6- Se a pessoa estiver muito nervosa ou não estiver conseguindo: prenda a roda dianteira nas suas pernas e segure o guidão. Peça pra pessoa colocar os dois pés no pedal e sentir onde está o eixo gravitacional da bike (fica abaixo do umbigo). É a cintura e as pernas que vão dar o suporte para ela se equilibrar, então pratique um pouco essa posição para a pessoa se acostumar. Depois retome o exercício de pedalar.

7- MUITO IMPORTANTE: pergunte sempre se a pessoa está cansada e sugira que ela descanse e tome uma água para não desidratar e ficar com dores.

 

Viu como é simples? Comece agora mesmo a ajudar outras pessoas a aprender a pedalar. Seja um Bike Anjo!

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24 maio 2013 · 1:58 pm

Retratos

fotografia | em papel fotográfico | 2013 | dimensões variáveis

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“O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.”

José Saramago, in Viagem a Portugal, 2ª ed., Lisboa, Editorial Caminho, 1984

 

fotografia | em papel fotográfico | 2013 | dimensões variáveis

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Qual história te contaram

Lei assinada, não significa a inclusão na sociedade. Lentamente e por variadas maneiras os descendentes dos escravos desde o século XIX, estão se incluindo na sociedade. A arte é apenas uma das expressões da inclusão social em nosso território, chamado Brasil:

[imagens abaixo, o lançamento  Livro “Memória da Noite revisitada & outros poemas” do poeta Abelardo Rodrigues. Ação Educativa ]

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Foto: Antonio Miotto

Foto: Antonio Miotto

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Este post faz parte da Blogagem Coletiva Luiza Mahin organizada pelas Blogueiras Negras nos 125 anos de Abolição.

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Arte na Rua

“A apresentação dos artistas de rua [...] é prática milenar que enche de alegria, sons e imagens a cidade. O município se aquece e se embeleza com a prática artística”.

Foto: Antonio Miotto

Foto: Antonio Miotto

Este é um trecho do projeto de lei que regulamenta a atividade dos artistas de rua na cidade de São Paulo, aprovado na última terça-feira na câmara municipal.

De acordo com o projeto, artistas poderão se apresentar em ruas, parques, praças e semáforos, até as 22h, sem necessidade de licença. As apresentações não podem obstruir a circulação de pessoas e veículos e devem ser gratuitas, sendo permitido “passar o chapéu” e comercializar produtos relacionados com a atividade (camisetas, CDs, DVDs, artesanato, livros etc). O patrocínio de empresas privadas fica proibido.

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Esta é uma iniciativa muito bem-vinda porque valoriza o espaço público e o reconhece como lugar de expressão individual e coletiva. Além disso, a aprovação deste projeto – que ainda precisa ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad – é mais que oportuna. Acontece num momento de intensificação da apropriação do espaço público como nunca se viu antes na história da cidade de São Paulo.

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A cidade que não para, e que já reprimiu com força policial seus artistas de rua, agora se abre para esta prática.

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CONVITE BLOGAGEM COLETIVA 13 DE MAIO PELOS 125 ANOS DE ABOLIÇÃO

Há 125 anos Dona Isabel, então princesa imperial regente em nome de Dom Pedro II, sancionava a lei áurea. Apesar da gravidade do problema sobre o qual versa, a simplicidade de sua redação é quase um acinte que ainda alimenta o mito da redenção em detrimento do entendimento da abolição como objeto de acaloradas discussões, contra e a favor, a libertação dos escravos – “É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. Revogam-se as disposições em contrário.”

Porém, um simples exame na totalidade desse documento acrescenta algumas camadas ao entendimento do dia 13 de maio. Ali estão insinuados, por exemplo, os 65 anos de debates parlamentares sobre a liberdade de mulheres e homens negros, iniciados em 1823 com a representação de José de Bonifácio à Assembleia Geral Constituinte Legislativa do Império – “este comércio de carne humana é pois um cancro que rói as entranhas do Brasil”.

A construção efetiva cidadania de negros e afrodescendentes ainda é um projeto inacabado. Podemos dizer que tem sido lenta e gradual, à exemplo da própria abolição. Resulta numa incompletude que afeta a vida milhões de pessoas que não alcançamos os espaços de poder; somos sub representados política, artística e culturalmente; temos nossas vida abreviada pela oferta desigual de serviços oferecidos pelo Estado. Para a mulher negra esse panorama é ainda mais nefasto, vítima de racismo e machismo.

A primeira Blogagem Coletiva 13 de maio, personificada por Luiza Mahin, tem como objetivo repensarmos a Abolição nesse contexto. Para representar a empreitada, escolhemos entre os vultos ancestrais abolicionistas uma mulher da qual pouco se fala cuja biografia é uma mistura de realidade e ficção. Descrita inclusive por historiadores como João José Reis, inspirou a heroína Kehinde de Um defeito de cor, por Ana maria Gonçalves.

Não se sabe ao certo onde nasceu Luiza , se na Costa da Mina ou Bahia, mas é certo que é Nagô da tribo Mahin (Golfo do Benin, noroeste da África). Comprou sua liberdade em 1812, sobreviveu como quituteira em Salvador e teve, assim como as muitas mulheres negras vendedoras nas ruas, participação importantíssima na Revolta dos Malês (1835), parte da rede de agitações que precederam a abolição de 1888.

Usava seu tabuleiro para repassar as mensagens em árabe aos revolucionários. Conta-se que era uma princesa. Também é importante dizer que era mãe de Luís da Gama, o poeta, jornalista e advogado baiano abolicionista. Infelizmente pouco é sabido sobre o desenrolar da vida de Luíza Mahin. Alguns dizem que teria vivido no Maranhão, dando origem ao tambor de crioula. Outros acreditam que retornou à Africa.

Antes de mais nada, Luiza é Odùduwà, uma das divindades primordiais. Seu legado é a incansável disposição para a batalha, ainda que muitos desacreditem nossas demandas ou queiram nos fazer acreditar que não há nada a ser mudado sob ao argumento da cordialidade e da democracia racial. Ou ainda, que a abolição foi uma conclusão satisfatória para três séculos de escravidão e tratamento desumano.

COMO PARTICIPAR

Publique um post falando sobre os 125 anos de abolição no dia 13 de maio. Não se esqueça colocar a imagem que representa nossa blogagem e um linque para esse post. Assim poderemos divulgar seu material nas redes sociais.

bc_blogueiras-negras

 

Este post faz parte da Blogagem Coletiva Luiza Mahin organizada pelas Blogueiras Negras nos 125 anos de Abolição.

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Contra a menoridade penal

arte: Latuff

arte: Latuff

Poetas e rappers se uniram na campanha contra a redução da maioridade penal. Há mais de 15 dias, começaram a divulgar seus vídeos [ a ideia é que mais pessoas elaborem rimas e participem]. Entre os rappers que participam do projeto estão Tubarão Dulixo

e Lurdes da Luz,

Tati Botelho,

Carol Peixoto etc.

Os vídeos podem ser gravados com webcam ou celular, à capela. “A ideia é focar na mensagem mesmo”, explica. Interessados podem entrar em contato por e-mail para contramaioridadepenal@gmail.com

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