várias histórias guardo dela…mas aqui prefiro compartilhar a foto que tirei por ocasião do nossa cicloaventura até Ubatuba. (foto tirada, na saída da cidade de SP, quase na entrada da rod. ayrton sena)
Como bem lembrou o mestre Odir lá no Facebook “ no terceiro aniversário da morte da márcia prado, vale reler, pra lembrar que ciclofaixas de lazer são só uma gota d’agua no oceano.” ( sobre o MANIFESTO DOS INVISIVÉIS, que ela foi uma das signatárias).
para saber mais e não deixar a memória virar peça de uma vaga lembrança leia:
Márcia Prado – na página da Bicicletada- clique aqui
Los niños, más que los adultos, son filósofos por naturaleza y se interrogan constantemente.
Al mismo tiempo, se comportam como poetas; juegan, inventam ficciones, pero, a diferencia del adolescente, que siempre corre el riesgo de desejarse apresar por las fantasías de sus sueños diurnos y rozar la neurosis.
Aqui a história no Facebook( as 3 versões em ordem cronológica) e no blog do Daniel:
Rene Jose Rodrigues Fernandes O pneu do Santini estourou na lateral, onde tem o arame e fazia a câmera pular para fora e estourar também. Aí o Silas teve a idéia de colocar outro pneu (de 700, não de 26, já que não tinha) dentro do pneu do Santini e prender com os enforca-gato! Com isso o Santini fez 20 KMs até uma pessoa que desistiu dar o pneu dele para o Santini.
….
Silas Batista minha versão… rsrs. encontrei o Daniel Santini no acostamento já com o pneu 700, que haviam emprestado a ele, já enfiado no pneu dele com se fosse um manchão gigante. Minha primeira reação foi… isso não vai dar certo, mas o Santini estava tão determinado que nós motamos o pneu. Quando ele viu que eu tinha uma porção de enforca-gato, teve a idéia de fazer o reforço. Enchemos pouco o pneu pra não forçar. Ele andou um pouco, estava muito pesada, enchemos mais um pouco… eu acompanhei ele por alguns quilômetros e quando vi que estava dando certo, continuei. Ele chegou no PC2 e um rapaz que desistiu emprestou toda a roda pra ele. Daí pra frente ele seguiu super bem. Gostei muito, muito mesmo desse Audax.
Novembro de 2011( quase final da primavera no hemisfério sul). Na Patagônia e em Belo Monte eles querem usinas. Só para lembrar: ” Os poderosos podem destruir uma, duas ou até três rosas, mas jamais irão impedir a primavera.”
“Calle 13 con Toto Momposina, Susana Baca y Maria Rita
Latinoamerica
Soy,
Soy lo que dejaron,
soy toda la sobra de lo que se robaron.
Un pueblo escondido en la cima,
mi piel es de cuero por eso aguanta cualquier clima.
Soy una fábrica de humo,
mano de obra campesina para tu consumo
Frente de frio en el medio del verano,
el amor en los tiempos del cólera, mi hermano.
El sol que nace y el día que muere,
con los mejores atardeceres.
Soy el desarrollo en carne viva,
un discurso político sin saliva.
Las caras más bonitas que he conocido,
soy la fotografía de un desaparecido.
Soy la sangre dentro de tus venas,
soy un pedazo de tierra que vale la pena.
soy una canasta con frijoles ,
soy Maradona contra Inglaterra anotándote dos goles.
Soy lo que sostiene mi bandera,
la espina dorsal del planeta es mi cordillera.
Soy lo que me enseño mi padre,
el que no quiere a su patria no quiere a su madre.
Soy América latina,
un pueblo sin piernas pero que camina.
Tú no puedes comprar al viento.
Tú no puedes comprar al sol.
Tú no puedes comprar la lluvia.
Tú no puedes comprar el calor.
Tú no puedes comprar las nubes.
Tú no puedes comprar los colores.
Tú no puedes comprar mi alegría.
Tú no puedes comprar mis dolores.
Tengo los lagos, tengo los ríos.
Tengo mis dientes pa` cuando me sonrío.
La nieve que maquilla mis montañas.
Tengo el sol que me seca y la lluvia que me baña.
Un desierto embriagado con bellos de un trago de pulque.
Para cantar con los coyotes, todo lo que necesito.
Tengo mis pulmones respirando azul clarito.
La altura que sofoca.
Soy las muelas de mi boca mascando coca.
El otoño con sus hojas desmalladas.
Los versos escritos bajo la noche estrellada.
Una viña repleta de uvas.
Un cañaveral bajo el sol en cuba.
Soy el mar Caribe que vigila las casitas,
Haciendo rituales de agua bendita.
El viento que peina mi cabello.
Soy todos los santos que cuelgan de mi cuello.
El jugo de mi lucha no es artificial,
Porque el abono de mi tierra es natural.
Tú no puedes comprar al viento.
Tú no puedes comprar al sol.
Tú no puedes comprar la lluvia.
Tú no puedes comprar el calor.
Tú no puedes comprar las nubes.
Tú no puedes comprar los colores.
Tú no puedes comprar mi alegría.
Tú no puedes comprar mis dolores.
Você não pode comprar o vento
Você não pode comprar o sol
Você não pode comprar chuva
Você não pode comprar o calor
Você não pode comprar as nuvens
Você não pode comprar as cores
Você não pode comprar minha felicidade
Você não pode comprar minha tristeza
Tú no puedes comprar al sol.
Tú no puedes comprar la lluvia.
(Vamos dibujando el camino,
vamos caminando)
No puedes comprar mi vida.
MI TIERRA NO SE VENDE.
Trabajo en bruto pero con orgullo,
Aquí se comparte, lo mío es tuyo.
Este pueblo no se ahoga con marullos,
Y si se derrumba yo lo reconstruyo.
Tampoco pestañeo cuando te miro,
Para q te acuerdes de mi apellido.
La operación cóndor invadiendo mi nido,
¡Perdono pero nunca olvido!
(Vamos caminando)
Aquí se respira lucha.
(Vamos caminando)
Yo canto porque se escucha.
Aquí estamos de pie
¡Que viva la América!
No puedes comprar mi vida.”
.-.
leia + sobre a questão de Belo Monte – clicando aqui
Em São Paulo, terra de modernistas e antropofágicos, a Sacicletada de Outubro irá resgatar mitos e lendas brasileiras no Raloim do Saci.
A Sacicletada acontecerá em São Paulo dia 28/10/11 como sempre a última sexta-feira do mês.
Nos reunimos na Praça do Ciclista ( esquina da avenida Paulista com a Consolação ).O encontro começa a partir das 18 horas e saímos em massa crítica por volta das 20 horas, ocupando as ruas para festejar a bicicleta como meio de transporte. A Massa Crítica Paulistana convida as pessoas a ocuparem o espaço público de maneira inteligente.
Sempre com muita alegria, pessoas em seus veículos não-motorizados irão comemorar de uma maneira nada tradicional a “Mobilidade” de todos os cidadãos da cidade: “Você aí parado, comemorar conosco, é o melhor lado!”
Aqui todo mundo é bem vindo, não importa o valor do seu carro ou a grife da sua cueca, venha como puder…..Critical Mass acontece sempre na última sexta feira do mês há mais de 6 anos, e em mais de 400 cidades do mundo, simultaneamente. Para participar, a única obrigatoriedade é comparecer no ponto de encontro com um meio de transporte não motorizado. Pode ser Bicicleta, Patins, Skate ou até mesmo com seus próprios pés. Não tem bicicleta ou não sabe pedalar?… sem problemas. Apareça o quanto antes na praça do ciclista
∴LOCAL: O mesmo de sempre, Praça do Ciclista, que fica no canteiro central da Avenida Paulista, entre as ruas da Consolação e Bela Cintra.
∴HORÁRIO: O mesmo de sempre, concentração a partir das 18:00 e saída às 20:00.
∴TRAJETO: como sempre, decidido na hora, mas sempre um trajeto que seja possível para toda a massa.
………..
Um pouco de reflexão ( adaptado do original de Mouzar Benedito)
” E por que o Saci?
- Ele é a síntese da formação do povo brasileiro:
É o mito brasileiro mais popular, o único conhecido no Brasil inteiro (Boitatá, Curupira e mesmo a Iara requerem explicações quando a gente fala deles, em alguns lugares. O Saci não).
É o típico brasileiro: mesmo pelado e deficiente físico, é brincalhão e gozador.”
E tem mais:
“- no início era um indiozinho protetor da floresta. Tinha duas pernas.
- depois foi adotado pelos negros e virou negro. A perda de uma perna tem várias histórias. Uma delas é que ele foi escravizado, ficou preso pela perna, com grilhões, e cortou a perna presa. Preferiu ser um perneta livre do que escravo com duas pernas. É um libertário, então.
“Exibição do Documentário “CICLOVIDA” + Prosa + Ranga (traga alimentos vegans para uma lanche coletiva)
Sinopse: Ciclovida é um documentário narrativo que segue um grupo de campesinos sem terra numa viagem atravessando o continente da América do Sul de bicicleta, na campanha de resgate das sementes naturais. Os viajantes documentam a dominação dos agrocombustíveis no campo e o deslocamento de milhões de pequenos agricultores e comunidades indígenas. Cultivos e matas nativas estão sendo substituídos por desertos verdes de monoculturas transgênicas onde nada mais, planta ou animal, pode sobreviver aos agrotóxicos.
*data: 18/09
*Começa às 15h30 (chegue na hora) * Entrada franca
*Onde: CASA MAFALDA: Rua Clélia, 1745, Lapa (a três quadras do terminal Lapa de ônibus e da estação Lapa da linha 8 da CPTM ou de bicicleta você também chega aqui!).
+ sobre o ciclovida e o trailler do doc – clique aqui
Eles decidiram e fizeram valer seus direitos: Pedalar de SP ao Litoral.
A justificativa e os principais argumentos:
1) art. 58 Cód Bras. de Trânsito fala que bike pode nos acostamentos ou na faixa de rolamente, sempre com prioridade.
2)Lei paulista é anterior ao Cód. Bras. de Tânsito e é incompatível com a Const. Federal, por impedir o direito de ir e vir.
3) A concessionário não pode se beneficiar da própria torpeza. Se a legislação permite o tráfego de bikes, não é lógico aceitar que a concessionário não promova infra-estrutura e por isso alegue falta de segurança na via.
4) o artigo do Cód Bras. de trânsito que fala que é proibido bike em estrada fala em vias com uma única faixa de rolamento, o que não o caso da rodovia dos imigrantes.
leia abaixo o relato
“ A ciclonau chegou como uma navalha que corta os mares porem no nosso caso o asfalto.
Saimos 2:30h de Diadema eu mais três ciclopiratas e os grumetes.
Tiramos bem poucas fotos dua ou três, de Diadema até o km 20 da Imigrantes o tempo estava nublado porem a ameaça de garoa e a constante. Tanto é que em seguida fomos acariciados pelo spray cósmico vindo dos céus benção Divina. Seguimos felizes e contentes, a agua fluia ao redor de nossos corpos. Chegando ao pedagião apagamos aluzes dianteira e fomos no breu emoção pura. Logo adiante paramos no posto de gasosa para necessidades basicas.
E como de praxe sempre tem um curioso com um misto de espanto que pergunta se estamos indo para o litoral, daaaan é obvio, as pessoas desacreditam. A garoa neste ponto apertou, mas nada que atrapalha-se, seguimos no manto escuro da noite. Ao chegarmos no trevão da Anchieta decidimos ir por ele para evitarmos um confronto direto com os cops , quando acessamos o outro lado da via percebemos que o “chiqueirinho dos porcos” estava vazio seguimos adiante e um pouco mais à frente retornamos a pista sentido Santos para nossa surpresa a viatura estava logo à frente, paramos e decidimos retornar novamente ao outro lado da via.
O pneu da bike da marinheiro A furou isto quase em frente da viatura, porém sob intensa neblina, neblina esta amiga do ciclista. Decidimos substituir a camera para ganhar tempo, seguimos adiante e segundo a marinheiro as “brumas de Avalon” impediam a visão do CIcLopEs fora obstruida tornando-nos assim invisiveis. Foi então que um pouco mais à frente retornamos novamente e aí foi pedal pra que te quero tudo branco mais nevoa que garoa ,show.Uns três metros de visibilidade.
Sem medo de ser feliz estavamos em uma descida vertiginosa rumo aos tuneis a garganta do leviatã. Chegando na boca do mesmo só emoção eu na frente o Fabricio logo atras a marinheira logo em seguida e o marinheiro B na assistencia. Atingi 74km/h (achei pouco) mas o suficiente para apostar corrida com os carros que pareciam que estavam em camera lenta. O marinheiro A tava vindo de boa quanto a marinheira estava preocupado. Entre um tunel e outro spray pra refrescar. A descida vertiginosa fez até a roupa secar. Pedala, pedala e nada de chegar na cloaca do leviatã. Por fim cheguei na garganta com receio de encontrar viatura, mas que nada saí dos tuneis gritando CHeS,CHeS,CHeS,CHeS. mais à frente parei e esperei o marinheiro A com a cara toda suja, muito engraçado, e para minha surpresa maior a marinheira em terceiro toda contente. Levantamos as bikes e os motoristas que passavam buzinavam. O marinheiro B foi o roda presa, estavamos preocupados mas não era lerdeza não pois o marinheiro B é “pedreiro” era apenas cautela fechamos com chave de ouro com uma vista maravilhosa sem neblina e sem garoa só nublado.
Continuamos o pedal sossegadamente, levamos aproximadamente de Diadema até o final dos tuneis 1h45 no pedal. Totalizando com as paradas 2:30h.
Fomos rumo a casa da Matriarca do marinheiro B em São Vicente chegamos 8:00h.Depois do café dormimos feito “anjinhos”.
Acordamos almoçamos e como você não estava não preparamos o churrasco de picles mas a churrasqueira veio.
Um abraço de todos.” ( pós relato inicial: quando fomos até o guichê para comprar passagens na Av Itararé por volta de 17:35h uma galerinha de seis ciclista equipados também colou para comprar passagens.Perguntei para eles se tinham vindo pela manutenção, afirmaram que sim, e disseram que tinha mais pessoas descendo. Pois bem retornariamos no mesmo busão isso já seriam 9 bikes no busão (o marinheiro A teve que retornar bem mais cedo) quando chegamos um pouco mais à frente onde pegariamos o busão saco do celular e vejo uma mensagem: “você me ligou”. Era o O. Ogro, não se passou três minutos e como num passe de mágica eis quem aparece, ele O Ogro a marinheira soltou um grito, (de susto) rsrsrs. O mesmo tava morto de cansaço mas veio pela manutenção, e se você pensa que acabou por ai? Não eis quem estavam com ele, T., D., C., M. (um carinha que sempre guarda a bike dele junto com a minha no CJN) o onibus foi lotado de bikes 14 no total muito massa cara. Busão Critical Mass.)
Conversa com a (revista) Brasileiros, a jornalista e cicloativista Renata Falzoni fala sobre mobilidade urbana e paradigmas a serem quebrados, nas cidades brasileiras.
São dois amigos ( Aleba e Cabelo ) que curtem pedalar e rabiscar – se conheceram pedalando -, e também acreditam na humanização das cidades através do poder transformador que o uso diário da bicicleta promove. E agora, com uma linda iniciativa:
(O recado dos 2 – via email.)
“Talvez nossas camisetas sirvam para puxar uma conversa, ou simplesmente vestir pessoas que se identifiquem com os desenhos, temos consciência de que camisetas não mudam o mundo e sim pequenas atitudes na forma de agir e pensar.
Agradecemos aos amigos e a todos que nesses anos nos incentivaram. Valeu!