Massa Crítica

Arte: Siqueira

“Ontem por incrível que pareça todos os lugares que pisei eu te procurei. (…) Fiquei feliz em poder sentir tua falta, – a falta mostra o quão necessitamos de algo/alguém. É assim o nosso ciclo. Eu te preciso. Perto, longe, tanto faz. Preciso saber que tu está bem, se respira, se comeu ou tomou banho – com o calor que está fazendo neste verão, tome pelo menos uns três ao dia, e pense em mim, estou com calor também. Me faz bem pensar nessas atividades corriqueiras, que supostamente você está fazendo. Ah, e eu estou te esperando, com meu vestido curto, óculos escuros grandes e meu coração pulsando forte, e te abraçar até sentir o mundo girar apenas para nós. É, eu gosto muito de ti.”
Caio Fernando Abreu

Arte: Siqueira

” Morre um ciclista a cada 5 ou 6 dias em São Paulo.
Corremos riscos, de bike, de carro, de moto… cada qual na sua estatísca.
A coincidencia desorganizada que é a bicicletada apenas coincidiu com a morte de um dos ciclistas que representa todos nós, todos os dias. Desse ciclista soubemos o nome. Uma triste coincidencia dele ter falecido bem em frente à uma bicicletaria. Seu Manoel, “virou herói”  e sua ghost bike vai virar mais um gesto para lembrar que existimos.
Não queremos líderes, nem heróis, nem fronteiras, queremos?
Se não der pra comprar o gás hélio, que sejam apenas balões, coloridos e poluentes. Temos créditos de carbono.
Celebremos a bicicletada, a massa critica,  a vida, o companheirismo, a desigualdade, o outro, o novo, o seu eu oval.

Saudações, Psiqueira”

-.-.-.-.-.–.
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1 comentário

Arquivado em Bicicletada, bicicletas, critical mass, massa crítica, Memória, movimentos sociais, protestos

Uma resposta para “Massa Crítica

  1. Felipe Baenninger

    Todos os dias vejo ‘tiozinhos’ no mais bom e saudoso tom da palavra, desfilarem com suas bikes, voltando das portarias, obras e escolas.
    Quando minha mãe diz “Filho cuidado com essa bicicleta a cidade está um horro, ninguém te respeita”
    Rebato sempre, pode ficar tranquila velha, vou na velocidade tiozinho hoje estou meio cansado”

    Salve a todos os Manueis, Pereiras, Joãos e todos aqueles que desafiam as vias da cidade na mais pura paz sobre rodas.

    Salve a todos os novos ciclistas! Não desistam facilmente.

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