No horizonte

foto: Thiago Beleza

Quando eu era menino, normalmente antes de dormir eu ficava no quintal um pouco com minha mãe. Naquela época ainda não havia prédios na periferia e a luminosidade do centro não era forte o suficiente a ponto de ofuscar o brilho das estrelas. Assim, toda noite eu gostava de apreciar aquelas luzes pequeninas que iam aparecendo no céu. Uma vez perguntei a minha mãe o que era uma estrela, e ela me disse que a estrela era o sorriso de uma criança. Toda vez que uma criança sorria, acendia uma luzinha lá no céu. E ela então pediu para que eu comprovasse isso. E conforme eu sorria ia aparecendo mais estrelas. E quando o céu ficava cheio de estrelas eu ia dormir, sorrindo.

E as estrelas continuaram a fazer parte da minha vida. Hoje eu também vejo uma estrela. Uma estrela que está nascendo no horizonte. Uma estrela confiável, com rota segura. Uma estrela que aponta para o alvorecer de uma nova sociedade. Uma estrela que é, como nos meus dias de infância, fruto do sorriso das crianças.

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