Ciclonau Chegou

Eles decidiram e fizeram valer seus direitos: Pedalar de SP ao Litoral.

A justificativa  e os principais argumentos:

1) art. 58 Cód Bras. de Trânsito fala que bike pode nos acostamentos ou na faixa de rolamente, sempre com prioridade.
2)Lei paulista é anterior ao Cód. Bras. de Tânsito  e é incompatível com a Const. Federal, por impedir o direito de ir e vir.
3) A concessionário não pode se beneficiar da própria torpeza. Se a legislação permite o tráfego de bikes, não é lógico aceitar que a concessionário não promova infra-estrutura e por isso alegue falta de segurança na via.
4) o artigo do Cód Bras. de trânsito que fala que é proibido bike em estrada fala em vias com uma única faixa de rolamento, o que não o caso da rodovia dos imigrantes.
leia abaixo o relato

A ciclonau chegou como uma navalha que corta os mares porem no nosso caso o asfalto.

Saimos 2:30h de Diadema eu mais três ciclopiratas e os grumetes.

Tiramos bem poucas fotos dua ou três, de Diadema até o km 20 da Imigrantes o tempo estava nublado porem a ameaça de garoa e a constante. Tanto é que em seguida fomos acariciados pelo spray cósmico vindo dos céus benção Divina. Seguimos felizes e contentes, a agua fluia ao redor de nossos corpos. Chegando ao pedagião apagamos aluzes dianteira e fomos no breu emoção pura. Logo adiante paramos no posto de gasosa para necessidades basicas.

E como de praxe sempre tem um curioso com um misto de espanto que pergunta se estamos indo para o litoral, daaaan é obvio, as pessoas desacreditam. A garoa neste ponto apertou, mas nada que atrapalha-se, seguimos no manto escuro da noite. Ao chegarmos no trevão da Anchieta decidimos ir por ele para evitarmos um confronto direto com os cops , quando acessamos o outro lado da via percebemos que o “chiqueirinho dos porcos” estava vazio seguimos adiante e um pouco mais à frente retornamos a pista sentido Santos para nossa surpresa a viatura estava logo à frente, paramos e decidimos retornar novamente ao outro lado da via.

O pneu da bike da marinheiro A furou isto quase em frente da viatura, porém sob intensa neblina, neblina esta amiga do ciclista. Decidimos substituir a camera para ganhar tempo, seguimos adiante e segundo a marinheiro as “brumas de Avalon” impediam a visão do CIcLopEs fora obstruida tornando-nos assim invisiveis. Foi então que um pouco mais à frente retornamos novamente e aí foi pedal pra que te quero tudo branco mais nevoa que garoa ,show.Uns três metros de visibilidade.

Sem medo de ser feliz estavamos em uma descida vertiginosa rumo aos tuneis a garganta do leviatã. Chegando na boca do mesmo só emoção eu na frente o Fabricio logo atras a marinheira logo em seguida e o marinheiro B na assistencia. Atingi 74km/h (achei pouco) mas o suficiente para apostar corrida com os carros que pareciam que estavam em camera lenta. O marinheiro A tava vindo de boa quanto a marinheira estava preocupado. Entre um tunel e outro spray pra refrescar. A descida vertiginosa fez até a roupa secar. Pedala, pedala e nada de chegar na cloaca do leviatã. Por fim cheguei na garganta com receio de encontrar viatura, mas que nada saí dos tuneis gritando CHeS,CHeS,CHeS,CHeS. mais à frente parei e esperei o marinheiro A com a cara toda suja, muito engraçado, e para minha surpresa maior a marinheira em terceiro toda contente. Levantamos as bikes e os motoristas que passavam buzinavam. O marinheiro B foi o roda presa, estavamos preocupados mas não era lerdeza não pois o marinheiro B é “pedreiro” era apenas cautela fechamos com chave de ouro com uma vista maravilhosa sem neblina e sem garoa só nublado.

Continuamos o pedal sossegadamente, levamos aproximadamente de Diadema até o final dos tuneis 1h45 no pedal. Totalizando com as paradas 2:30h.

Fomos rumo a casa da Matriarca do marinheiro B em São Vicente chegamos 8:00h.Depois do café dormimos feito “anjinhos”.

Acordamos almoçamos e como você não estava não preparamos o churrasco de picles mas a churrasqueira veio.

Um abraço de todos.” ( pós relato inicial: quando fomos até o guichê para comprar passagens na Av Itararé por volta de 17:35h uma galerinha de seis ciclista equipados também colou para comprar passagens.Perguntei para eles se tinham vindo pela manutenção, afirmaram que sim, e disseram que tinha mais pessoas descendo. Pois bem retornariamos no mesmo busão isso já seriam 9 bikes no busão (o marinheiro A teve que retornar bem mais cedo) quando chegamos um pouco mais à frente onde pegariamos o busão saco do celular e vejo uma mensagem: “você me ligou”. Era o O. Ogro, não se passou três minutos e como num passe de mágica eis quem aparece, ele O Ogro a marinheira  soltou um grito, (de susto) rsrsrs. O mesmo tava morto de cansaço mas veio pela manutenção, e se você pensa que acabou por ai? Não eis quem estavam com ele, T., D., C., M. (um carinha que sempre guarda a bike dele junto com a minha no CJN) o onibus foi lotado de bikes 14 no total muito massa cara. Busão Critical Mass.)

 

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Massa Crítica Surreal ( clique aqui )

Legislação Federal e Estadual/SP( clique aqui )

 

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