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Julie Dias

JULIE DIAS

(07/07/1978 – 02/03/2012)

juliebicibranca

dia 02/03/2013 fará 1 ano que a Julie foi atropelada na Avenida Paulista, Vamos reunir os ciclistas e pedestres de Sampa na Pça do Ciclista em direção ao local onde ela foi atropelada. Deixaremos flores no local em memória de nossa amiga ciclista. Iremos Pedalando ou Caminhando até o local do acidente.

O objetivo é chamar a atenção da sociedade e governo referente as MORTES NO TRÂNSITO. Pedestres, Ciclistas, Motoristas, Amigos, Familiares, Desconhecidos, são todos benvindos, vivemos em SOCIEDADE e é através da UNIÃO que vamos mudar o que está errado na nossa cidade. Até qdo o trânsito matará mais que uma guerra ?

O julgamento cabe a justiça, mas cabe a nós demonstrar nossa insatisfação em relação as mortes no trânsito. Venha de branco, traga flores, a família, os amigos.

Concentração: 18:00 hs / Inicio: 20:00 hs

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Liga de BikePolo Feminino

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Entrevista-depoimento com/da MIOSÓTIS

#fimdaviolenciacontramulher :

entrevista-depoimento  ativismo online

” Nome fictício: Miosótis (é uma flor.)

Situação: 19 anos, sem emprego, sem filhos, e sem relação com o agressor.

Relato da violência: Estava voltando para casa (4 km de caminhada a 4 anos) quando ao terminar de atravessar uma das ruas, um carro bateu em mim. O meu antebraço ficou encaixado no carro (meu corpo ficando em cima do capô) até ele parar, mais ou menos uns 100 metros do local da pancada. Depois, vários motoboys me ajudaram ligando pra minha família e depois ligaram para a SAMU. Estava muito mole e tentando recobrar a memória, mas ainda não estava sentindo dor alguma. Por alguma razão, que ainda tento entender, não quis processá-lo. Ele pedia muitas desculpas, mas continuava com um discurso de que eu também estava errada por estar a pé, por estar sozinha e estar andando à noite. Total imbecilidade. No hospital, apesar de terem tirado Raios-X do meu corpo, disseram que eu não havia quebrado nada. Uma semana depois voltei por sentir dor no antebraço, aí descobri que estava quebrado. Depois disso tudo fui a um hospital particular e engessei o braço e fiquei uns três meses achando que o osso iria calcificar, mas não havia jeito. Depois de quase cinco meses depois do acidente (até marcar e fazer todos os exames demora…), tive que fazer uma cirurgia de enxerto de células ósseas, do meu próprio quadril. Depois fiz um mês de fisioterapia e o braço parece bem melhor.

Situação do processo: Não o processei, mas ainda estou juntando as coisas para receber o dinheiro do seguro obrigatório do carro, que cobre acidentes, o DPVAT.

Opinião da vítima sobre o atendimento recebido: o posto de saúde falhou muito ao me mandar para casa com o antebraço quebrado sem eu saber. Isso agravou o estado do meu antebraço, pois se soubesse na hora, daria para colocar o antebraço no lugar e não perderia todo esse tempo com dor.

De que forma a violência contra a mulher te atingiu/atinge?
Hoje, vejo a agressão que sofri com um atentado a vida, com justificativas machistas. Hoje, não sofro violência física, mas psicológica, às vezes, como provocações quando caminho onde tem avenidas movimentadas, e antes quando pedalava.”

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Quando falo em assédio

#fimdaviolenciacontramulher :

Abaixo a reflexão da Diana, sobre assédio nas ruas:

” Pois então, a que me refiro quando falo em “assédio”? A resposta é bem ampla, e vai desde estupro até os mais “inocentes” assovios bem conhecidos por qualquer mulher que transita nas ruas desta e outras grandes cidades. Mas minha intenção agora é focar nessa segunda maneira de assédio, que me preocupa justo por ser tão comum, ter relativa aceitação social e por sua falsa aparência inofensiva.

Tais assédios expõem a mulher publicamente, independente de sua vontade, e a coloca numa situação constrangedora, quando não humilhante. O espaço individual é violado ao momento em que ocorre uma interação forçada. Alem do que, declara que  a pessoa abordada é um objeto a ser utilizado pelo outro. Trata-se de um objeto sexual, e nada mais.

Seguindo essa linha de pensamento, não fica difícil entender porquê o assédio nas ruas pode ser um dos motivos pelos quais há menos mulheres do que homens pedalando. Como pode alguém se apropriar tranquilamente de um espaço no qual não se sente à vontade, onde há o risco de ser constrangida a quase qualquer momento? Sobre a bicicleta isso parece mais difícil ainda, já que ciclistas destacam-se visualmente. Alem, é claro, de chamar atenção pela  imagem “excêntrica”: a mulher pedalando se mostra forte e corajosa ao encarar certas avenidas movimentadas, atitude não muito esperada do tal “sexo frágil”. Parece papo de décadas atrás, mas, acreditem, esse valor ainda está vigorando fortemente hoje em dia.

A mulher sair de casa sozinha e ir trabalhar já não é novidade; entretanto, quando pisa a rua, comumente é tratada de maneira hostil, como não pertencente ao espaço público –  “se o faz, é por sua conta e risco”, como citado nesse artigo –  ainda relegada ao espaço privado, à proteção do lar ou mesmo do local de trabalho, mas não à rua.

A esfera privada – seja a casa ou o carro – oferece uma (questionável) sensação de privacidade e segurança que não se tem no ônibus, na calçada, nem sobre a bike. E isso tudo é somado à vigente carrocracia, opressora a qualquer ser não motorizado. É de se esperar que alguem queira alienar-se de um mundo que lhe parece hostil.

(acima, video da campanha Stop Street Harassment)

O medo tambem é um fator de peso nessa história toda. Dependendo da abordagem, algumas mulheres podem se sentir ameaçadas. A propósito, uma pesquisa mostra que é comum estupradores provocarem verbalmente uma vítima potencial para avaliar se ela reagiria a um ataque físico. Seria exagero dizer que um mero “ê, lá em casa” pode soar como uma ameaça para uma pessoa que a maior parte dos dias é publicamente afirmada como objeto sexual? Por mais clara que seja a não-intenção de que a ameaça seja efetivada, uma “brincadeira” dessas não é brincadeira.

Tá. Diante disso, o que fazer?

Podemos começar pela conversa com amigos homens. Muitas vezes pessoas queridas têm dificuldade em se colocar no lugar dos outros, não sabem o quanto algumas atitudes são violentas e prejudiciais. E cabe a nós ajudá-los a entender. Contar como se sente, mostrar que isso não é bacana…

Para o momento do assédio, há uma série de dicas aqui. Eu geralmente respondo, diferentemente da maioria das mulheres, que prefere apenas ignorar. Por um lado, entendo que essa é uma postura conivente com a violência; por outro, às vezes é melhor se preservar, e desenvolver um trabalho emocional para se deixar atingir o mínimo possível, já que não há como criar uma barreira absoluta que não seja sair da rua. Mas sair da rua não é uma possibilidade, nem um desejo, nem seria uma solução.

Não vou me inibir em ir para onde e como quero. Deixar de sentir os espaços, ver os detalhes, ter acesso à cidade sem precisar de motor nem dinheiro está fora de cogitação. Esconder não vai ajudar em nada, pelo contrário. Aliás,  sabe aquele papo de “não pedalar pelo canto da rua, e sim próximo ao centro da faixa”? Pois é, isso é se impor, é tomar o espaço que é seu! Essa postura é importantíssima para uma mulher que pedale ou mesmo caminhe pela cidade. É não se deixar inibir; é dizer, com o corpo, “Estou aqui e não vou me desviar tão fácil”. A rua é nossa!

Diana

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carnaval em 4 palavras

vou pedalar na liberdade

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No estilo ( quase chique)

via Curitiba Cycle Chic

outras leituras aqui

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Leituras do Feriado

Além de pedalar, nossa mente tb ilustra-se.  Na cidade  de Sorocaba, teremos nossos momentos para as 7 leituras:

7roteiros

“O mundo visto a partir de uma bicicleta tem um ritmo só seu. Nenhum outro meio de transporte propicia a intimidade, a mobilidade e a simpatia oferecidas por uma bicicleta. A sensação de liberdade, o vento acariciando seu rosto e a certeza de que você é o dono do seu destino são algumas das primeiras sensações que a bike oferece”  José Antonio Ramalho

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Do ciclonomade: “Vida de ciclista não é só pedalar, bem como a vida nômade é mais que simplesmente pular de um lugar ao outro. Desde junho passado minha rotina tem sido apreciar novos horizontes, ao lado de novas pessoas, os locais passando como instantâneos, quase fotografias.” (cont…)

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Feliz Cidade Feliz “(…) pegar a magrela e pedalar 100 km. Pode parecer loucura, mas tudo isso vale totalmente a pena quando no final você vê uma criança de uns dois anos de idade, em cima de uma bicicletinha minúscula, olhar para você e gritar: “menos carros, mais bicicletas”! ( cont…)

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Falanstério: “alguns ciclistas/poetas não comemoram a liberdade (?) de um povo. Percorreram as ruas da “Paulicéia Desvairada” com o intuito de conhecer os locais que o escritor Mário de Andrade disse onde deixaria as partes do seu corpo depois que fosse para outra dimensão.”

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Feliz Cidade Feliz:Fomos ao Carlos Botelho pedalando – nada de barulhos de motor e fumaças de escapamento, apenas o silêncio do pedal, o cheiro de natureza misturado ao cheirinho dos vinhedos de São Miguel Arcanjo e nada de poluição.” (cont…)

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Aninha: “(…)Essa viagem para mim sempre foi um sonho que junto a muitos consegui realizar, encontrar todas as estações do ano em um só dia alcançar altitudes que nunca imaginei que conseguiria e pensar que até a noite de quarta-feira ainda não tinha certeza se iria ou não fazer a viagem, eu que já estava de bike nova ainda não tinha pneus, tudo foi uma realização.” (cont…)

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Falanstério: “O feriado de Tiradentes foi excelente. Uma bela trilha de mountain-bike no meio do mato. Um passeio ao lado da natureza e de três amigos. (cont…)

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Aninha: Cá entre nós os 45kms que ligam Caraguá a Ubatuba não são nada, mas depois de encarar a Estrada da Petrobras no dia anterior não vou negar que pensei 2 vezes antes de subir na bike.” (cont…)

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Aproveite e leia a continuidade dos relatos, clicando no nomes dos blogs.

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