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Bicicleta é meio de transporte

Como o Júlio, também não me identifico como um cicloativista. Sou o que sou, e ponto. Lógico, que pedalo na margem esquerda, como um zero à esquerda.

Júlio: “Não sou cicloativista, mas uso a bicicleta como meio de transporte”

Aproveito e reproduzo a reflexão do mestre Odir, sobre o fim do cicloativismo:

(…)

o JP, um amigo meu, esteve há algum tempo atrás em amsterdam, cidade conhecida pela imensa profusão de bicicletas. procurou o ciclo-ativismo por lá e não achou nada. reclamou com um holandês que respondeu: “ué? ativismo? pra quê? mais bicicletas ainda? precisa?”

é, de fato não precisa. o joão lacerda sempre repete que sonha com o fim do ciclo-ativismo. de fato, eu também. no dia em que eu não precise explicar pq prefiro usar a bike, pq uso camisetas ultra-coloridas em vez de usá-las pretas como de fato preferiria (mas a camiseta amarela me deixa mais visível no trânsito), ou pq bicicleta não é brinquedo e não, eu não sou uma criança grande e nem todos meus amigos são retardados (ok, alguns são mas não andam de bike), aí sim saberei que a coisa engrenou, que a cidade melhorou e corrigiu a rota rumo a um progresso sadio.

claro, hoje parece uma utopia. não é, tanto que muitas cidades no mundo já o fizeram. mas isso depende estrutura, isso depende de governança, depende de uma boa administração pública dos recursos existentes e da escolhas corretas por parte do poder público.

peguemos um exemplo trágico. há uma semana a mídia se ocupa com a tragédia ocorrida na região serrana do rio de janeiro, em razão das fortes chuvas (fortes mas não excepcionais, chuvas fortes temos todos os anos, as médias históricas precisam ser atualizadas, e temos chuvas assim fortes pelo menos uma vez por década, portanto precisamos estar preparados para elas). no momento em que escrevo esse post já se fala em mais de 630 mortos. mas uma das cidades atingidas por ali, pequena, chamada areal, não registra nenhuma vítima. pq, não foi afetada? foi sim, areal teve uma grande destruição. mas areal beneficiou-se de uma medida simples mas competente do poder público: os alertas de que a destruição estava a caminho. a população conseguiu escapar para locais mais altos. não há mortos, portanto.

há uma tendência generalizada de atribuir à ira divina todas as catástrofes que nos acontecem. roberto da matta escreveu um livro interessante chamado “fé em deus e pé na tábua”. o motorista gosta de rezar e daí dirige de qualquer modo. se morre, é claro, é a “vontade divina”.

uma vez ouvi de um velhinho judeu aqui de são paulo uma historinha interessante:

recomeça o dilúvio. mordechai era um judeu cumpridor dos mandamentos bíblicos. bem ortodoxo no cumprimento das regras. a água começa a subir, jacob passa num barco e grita:

– bora mordechai! a água tá batendo na bunda! sobe no barco aí, mano!

(sim, no meu relato esses judeus de algum shtetl da polônia do século XVIII falam que nem os manos).

– não, jacob! eu sigo as regras, ha-Shem vai me salvar! não vou nesse bote cabritado que vc tem! (detalhe, a voz do mordechai é igual a do chris rock)

e o jacob foi embora, xingando o mordechai de burro. mas apareceu outro conhecido do mordechai, oferecendo ajuda, era o moshé.

– bora, mordechai! se liga, mano, a água tá subindo, tu vai ficar boiando que nem presunto na guarapiranga!

e o mordechai, turrão, recusa:

– sai pra lá, seu infiel! moshé, não entro no teu barco impuro! vc roubou esse barco aí que eu tô ligado! sai pra lá!

moshé sai remando e xingando de burro o mordechai, mas chega um outro amigo do mordechai, o schlomo:

– vamu, mordechai! se liga no movimento que o barato é louco e o processo é lento! bora vazá! se liga, pula aí e pára de tirar chinfra!

e o mordechai reclama:

– sai pra lá, schlomo! te conheço! eu sei de quem era esse barco aí, era daquele mano que tu apagou com 3 pipocos! sai pra lá, ladrão sangue ruim!

– quer saber, mordechai, se vira aí. sai nadando sozinho, seu vacilão! – e o schlomo foi embora.

e a água subiu, e o mordechai que nadava tão bem quanto o maluf é um político honesto, morreu afogado.

lá do outro lado, mordechai consegue uma audiência com D-us, pra reclamar. chega lá na frente do altíssimo extremamente irado:

– pô ha-Shem, mó vacilo, né?  mó vacilada! custava me puxar com a mão? eu sempre rezei, segui todos os mandamentos, os 10 do monte os 613 do deuteronômio, sei mais os mandamentos de cor que do que cadeeiro sabe o código penal! pergunta aí pra ver! e tu dá uma vacilada dessa?

e então ha-Shem, com sua voz tonitruante como a do isaac hayes, ao som da música celestial (segredo que conto pra vcs, no céu a trilha sonora é groove, e pra entender o que é isso e ouvir o isaac hayes, clique aqui):

– eu, vacilão? se liga mordechai! baixa bola aí,mano! cê ficou vacilando lá, ficou moscando quando eu te mandei 3 barcos de resgate! se liga mané! agora tu vai saber oque é purgatório, seu trouxa!

essa é só uma historinha ilustrativa da postura que o brasil tem adotado nas últimas décadas, que perspassa toda a sociedade brasileira. do governante ao morador mais pobre. antes se atribuía tudo à ira divina, hoje é o aquecimento global. ok, aquecimento é fato. mas vamos ficar parados esperando o mundo acabar?

os barcos nos são mandados. pensem na quantidade de advertências que o governo de são paulo tem recebido nas últimas décadas sobre a questão do trânsito, a impermeabilização da cidade, a opção burra pela carrocracia. há mais de dez anos ouço especialistas que batem na tecla de como a desocupação do centro da cidade é perniciosa: cria um espaço vazio na noite, que facilita a formação de cracolândias. desperdiça a estrutura pública: escolas do centro fecham por falta de alunos, enquanto na periferia elas faltam. acaba-se por ser necessária a construção de novos hospitais em locais mais longínquos, quando já existe uma estrutura central disponível. acaso o hospital umberto primo não fechou?

em português claro: a administração pública vacila. vacila. vacila. e claro, tragédias, inundações, soterramentos, tudo é questão de tempo. a ineficiência da fiscalização das construções a longo prazo gerará desabamentos. a incapacidade de restringir o uso do carro força a realização de obras caríssimas cuja verba poderia muito bem ser aplicada no transporte público. o não investimento adequado na educação cria uma bomba-relógio no futuro: falta de escolaridade adequada gera desemprego futuro, problemas de saúde, diminuição de qualidade de vida, insatisfação.

o brasil sofre de desestrutura crônica. cada real investido em prevenção economia de 7 a 14 reais gastos no conserto. e isso em qualquer setor da vida nacional. da saúde à educação, do trânsito às catástrofes naturais.

sim, falta estrutura. exemplo. querem coisa mais burra do recolher doações de água mineral em manaus para levar a nova friburgo? qual o custo disto? só o gasto em combustível no transporte permite que se compre essa água no ri de janeiro mesmo e ainda com economia. afinal, um litro de água pesa exatamente um quilo. transporte custa!

mas há a desestrutura em razão da falha sistêmica. devemos lembrar que a falha da máquina faz parte do seu sistema normal…. aliás, são paulo tem gente morando no jardim romano, no jardim pantanal pois há especulação e portanto os pobres não podem morar na região central. aliás, ninguém mais mora, até que a área seja “revitalizada” e portanto haja mais especulação. sim a degradação de certas áreas é proposital.

deixemos de ser inocentes. a estrutura pública não funciona pois assim gera mais lucro. vejamos o caso do transporte público paulista. nem perco tempo comentando o aumento para 3 reais a pssagem. sim, 3 reais. o ônibus mais caro do brasil. mais que um pão com  manteiga e um cafezinho em muita padoca da periferia. acho que ninguém fez um comentário melhor que o sakamoto, sobre o assunto. tá aqui, leiam.

deixemos de ser ingênuos. os dados estão aí. os governos, principalmente municipais e estaduais, ligaram o boão de “foda-se” há muito tempo. jogam pelo pão e circo. no estado de são paulo agora chegou ao mercado a classe méRdia ascendente e emburrecida pelas décadas de ensino público ruim. não é à toa que tantos imbecis se endividem por 70 meses pra ter uma lata fedorenta e assassina chamada carro. sim, hoje eu olho com um misto de pena e ódio pra cada dono de ecosport, de pajero, de l200, de tucson, qeu acha que seu prazer pessoal, sua vontade de afirmar-se socialmente permite que ele contribua pra morte de cerca de 4000 pessoas ao ano em são paulo em razão dos problemas de poluição, causados ou agravados por ela.

claro, essa postura é estimulada. cada vez que passa um reclame na tv, vemos essa postura reforçada. compre seu carro novo, seja feliz, mesmo que vc seja um dos causadores das chuvas e outras catástrofes que hoje acontecem. sim, assim como alguns comemoram dando tiros pra cima – e produzindo balas perdidas – outros poluem. constroem mansões de luxo em encostas. expulsam pobres de bairros centrais. consomem exageradamente. enchem o mundo de garrafas pet, fumaça preta, pedaços de plástico, entulho, lixo.

eu não pertenço a esse mundo em falha permanente. nem meus amigos. hoje passei uma tarde divertida conversando sobre bicicletas, trocando peças usadas, trocando idéias, aprendendo muito. mas nós, que não estamos destruindo o mundo ainda somos poucos, e ainda corremos o risco de sermos dizimados como foi a márcia prado na avenida paulista, há exatos dois anos e dois dias. eu mesmo hoje tomei uma fechada enquanto voltava pra casa. claro, uma tucson preta, um desses carros do mal.

pena, pena mesmo. sinto pena dos 630 mortos nas tragédias do rio, nos desabrigados de minas, nos feridos pela ação criminosa da PM paulista na repressão a um protesto contra o aumento das passagens de ônibus. sinto pena dos que lutamos por um mundo onde ser cidadão seja mais importa do que ser consumidor. mas não, o mundo segue em desmanche.

em tempo. apesar de tudo, há mais gente de bike na rua. hoje uma das ciclovias de lazer de são paulo, mesmo fechada foi ocupada por ciclistas. pena que seja de lazer. devemos brigar por mais espaço. não acredito mais em conversas…. como disse a renata falzoni dia 07/12 na câmara municipal, nas gavetas da daministração pública repousam projetos lindos….. chega de projetos, precisamos de ações, e dos ciclistas. ciclista, perca o medo, discuta e, se for o caso, chute a porta de quem te fecha. ocupe seus espaços. filme as ilegalidades.  denuncie.

e claro, fiquemos atentos à má ocupação da cidade. são paulo possui inúmeras áreas de risco. apenas ainda não pegamos uma chuva tão forte, e a cidade está tão impermeabilizada que tudo direciona-se ao tietê em minutos. já passou da ora de quebrarmos o asfalto e plantarmos árvores no lugar. eu adoraria ver baobás no meio da avenida paulista, sequóias no vale do anhangabaú, jequitibás no meio da 23 de maio, jacarandás na berrini. carros abandonados com plantas crescendo. apenas bicicletas nas ruas, e as pessoas felizes. não mais ghost bikes, não mais contagem de corpos, não mais doenças por ignorância. que todos os ativismos um dia se tornem desnecessários. um dia seremos desnecessários, espero por isso.”

e você?

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ECOFEMINISMO: libertação da terra humana

………

Ecofeminismo: Libertação da Terra e Humana
Uma perspectiva ecológica-antiespecista

conversa-debate sobre Ecofeminismo, Sociedade e Libertação Total
sábado, 30/10 às 15h30

participe de nossa comemoração do dia das bruxas!

Esta é uma conversa prévia da conversa que Tamara fará no Encontro Pela Libertação Animal, na Bolívia, em Janeiro de 2011.
Mais informações: http://liberacionanimalbolivia2011.blogspot.com/
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Casa da Lagartixa Preta Malagueña Salerosa
Rua Alcides de Queirós, 161
Casa Branca Santo André SP
(na rua da Eletropaulo, próxima aos Bombeiros, Senai e Estação de trem Pref. Celso Daniel Sto. André)

Mais Informações: ativismoabc@riseup.net www.ativismoabc.org www.fotolog.com/ativismoabc

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Agenda de Outubro da Casa da Lagartixa Preta!

segunda-feira, 25/10 às 19h – Ciclo de Cinema Feminino
A Teta Assustada – Dir. Claudia Llosa (Peru/Espanha, 2009, 95 min.)

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Agenda de Novembro da Casa da Lagartixa Preta!

quinta-feira, 04/11 às 19h30 –
Curso Livre de Anarquismo
Anarquismo e Sindicalismo

sábado, 06/11 a partir das 11h
com roda de capoeira angola com o grupo Fio da Navalha (das 11h às 13h)
Feijoada Vegana! (servindo das 12h30 às 15h30)
Festa mensal da Casa da Lagartixa Preta: pague R$10,00, coma à vontade e ajude a Casa a pagar o alugel!

segunda-feira, 08/11 às 19h – Ciclo de Cinema Feminino
Simone De Beauvoir, Uma Mulher Atual
– (França, 2007, 52 min.)

sábado, 13/11 às 15h30
Oficina de Identificação e Uso de Ferramentas
ferramentas mais usadas no dia-a-dia em casa e em bicicletas, skates, patins..

quinta-feira, 18/11 às 19h30 –
Curso Livre de Anarquismo
Revolução Russa e Revolução Espanhola

sexta-feira, 19/11, concentração às 19h
Bicicletada Grande ABC!
Local à definir na bicicletada anterior

segunda-feira, 22/11 às 19h – Ciclo de Cinema Feminino
Clandestinas
de Ana Carolina Moreno ( Brasil, 2006, 52 min.)

domingo, 28/11 às 13h
Curso Culinária Vegana Especial!
Em breve mais informações e abertura das inscrições.

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Atividades Fixas da Casa da Lagartixa Preta:

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– Horta Agroecológica da Casa
Manejo da horta e jardins da Casa, todos os domingos e quintas-feiras, a partir das 9h
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– Almoço Grátis e Bicicletada
Toda PENÚLTIMA sexta-feira do mês
Coleta de alimentos da feira (na rua da Casa), preparo, almoço e limpeza coletivos, a partir das 12h.
Concentração na PRAÇA (do ciclista-massa-crítica-

bicicletadaABC), retorno no cruzamento da rua cel. Alfredo Flaquer com a rua Luis Pinto Fláquer – proximo a padaria central, em Santo André. Às 18h30

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Foi dia 05 de outubro

Dia Mundial dos Professores: A recuperação começa com os docentes

O 5 de outubro, milhões de professores e trabalhadores da educação estarão acompanhados por crianças, jovens e pais do mundo todo para celebrar o Dia Mundial dos Docentes.

Desde a crise econômica mundial que desestabilizou muitas economias desenvolvidas no ano passado, passando pelos desastres humanitários, como o terremoto do Haiti e as inundações no Paquistão, o papel dos professores tem sido vital para a reconstrução social, econômica e intelectual de comunidades que todos vivemos e trabalhamos.

Fred van Leeuwen, disse: “Ser docente quer dizer desempenhar uma das profissões mais valiosas deste mundo. Onde quer que haja uma crise, os docentes estão sempre em primeira linha para ajudar a recuperação. Desgraçadamente, em muitos países ser docente implica também cobrar um salário justo, ser tratado injustamente o incluso arricar a vida. Apesar disso, os docentes continuam assumindo a grande responsabilidade de cuidar dos meninos e meninas do mundo, para que no futuro possam ascender a melhores postos de trabalho graças a qualificações mais altas. Como a UNESCO afirma: ‘Sem a luta de os professores para determinar as reformas educativas, os processos de recuperação não alcançariam todos seus objetivos'”. “Nossa sociedade enfrenta hoje uma escassez sem precedentes de docentes qualificados. Serão necessários 10 milhões a mais de professores se se quizer alcançar as Metas de Desenvolvimento do Milênio, acordado pelas grandes potncias dô mundo, de dar uma educação de qualidade a cada criança. Celebrar a Jornada Mundial dos Docentes é dar um pequeno passo para render homenagem a estes grandes heróis da nossa comunidade global”.

Fonte: Internacional da Educação

O Relato do Guerreiro:

Passei dois meses dando aulas de informatica avançada em uma ONG. Apesar das aulas, sempre pensei em fazer um trabalho que não ficasse somente no saber técnico… Essa parte é fácil… Sempre tentei despertar senso crítico nos alunos. No final do curso, a proposta era fazer um trabalho pra ser apresentado na formatura. Dei idéias pra ajudar, mas o trabalho é todo deles. Desde a letra, o beat de fundo, a construção do clipe, a idéia de construir um clipe. Achei genial e meus olhos sempre se enchem de lágrimas sempre que assisto.

 

outros que tb são educandos:

– clique aqui , aqui e aqui

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Massa Crítica SP

O Documentário feito por Helena Krauz, que filmou, juntou e editou entrevistas,  da  bicicletada SP ( critical mass )

p.s. lembre-se: Compartilhar os espaços públicos e ocupar as ruas/avenidas de sua cidade.

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Anarchy in the UK and ABC

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Anarchy in the UK and ABC

No dia 24/5/2009, domingão, o Ativismo ABC recebe na Casa da Lagartixa Preta Malagueña Salerosa o time de futebol anti-fascista de punks de Bristol (Inglaterra), Easton Cowboys & Cowgirls, criador da Copa do Mundo Alternativa, anti-racista e anti-fascista.

Pela manhã (10h) teremos um jogo de futebol ABC x UK (brasileiros de outras terras também serão benvindos).

À tarde (14h) começam as conversas.

A primeira será lançada pelo nosso compa Guilhermão, que esteve na Inglaterra e vai falar do movimento anarquista que conheceu por lá (ativismo, cooperativas, espaços autônomos, grupos de estudos etc.), um movimento não muito sensacionalista mas bastante atuante.

A segunda será rebatida pelos Cowboys and Cowgirls, contando um pouco de si mesmos e de suas viagens, com tradução quase simultânea…

Não tire seu time de campo, venha se posicionar nessa jogada libertária!
A entrada é livre (mas entra na bola…)

Casa da Lagartixa Preta Malagueña Salerosa
R. Alcides de Queirós, 161
Bairro Casa Branca, Santo André – SP

Como Chegar – clique aqui

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Dia do Trabalhador

Arte(adaptada): protesto gráfico

Arte(adaptada): protesto gráfico

Samba do Trabalhador

Martinho da Vila

Composição: Darcy da Mangueira

Na segunda-feira eu não vou trabalhar
É, é, é a
Na terça-feira não vou pra poder descansar
É, é, é a
Na quarta preciso me recuperar
É, é, é a
Na quinta eu acordo meio-dia, não dá
É, é, é a
Na sexta viajo pra veranear
É, é, é a
No sábado vou pra mangueira sambar
É, é, é a
Domingo é descanso e eu não vou mesmo lá
É, é, é a
Mas todo fim de mês chego devagar
É, é, é a
Porque é pagamento eu não posso faltar
É, é, é a

E quando chega o fim do ano
Vou minhas férias buscar
E quero o décimo-terceiro
Pro natal incrementar
Na segunda-feira não vou trabalhar
É, é, é a
É, é, é a

Eu não sei por quê tenho que trabalhar
Se tem gente ganhando de papo pro ar
Eu não vou, eu não vou
Eu não vou trabalhar
Eu só vou, eu só vou
Se o salário aumentar
É, é, é a
É, é, é a

A minha formação não é de marajá
Minha mãe me ensinou foi colher e plantar
Eu não vou, eu não vou
Eu não vou trabalhar
Eu só vou, eu só vou
Se o salário aumentar
É, é, é a
É, é, é a

Tô cansado…


+ sobre o 1º de maio

aqui

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