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Contra a menoridade penal

arte: Latuff

arte: Latuff

Poetas e rappers se uniram na campanha contra a redução da maioridade penal. Há mais de 15 dias, começaram a divulgar seus vídeos [ a ideia é que mais pessoas elaborem rimas e participem]. Entre os rappers que participam do projeto estão Tubarão Dulixo

e Lurdes da Luz,

Tati Botelho,

Carol Peixoto etc.

Os vídeos podem ser gravados com webcam ou celular, à capela. “A ideia é focar na mensagem mesmo”, explica. Interessados podem entrar em contato por e-mail para contramaioridadepenal@gmail.com

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Arquivado em Memória, movimentos sociais, mulheres

Sou Guarani Kaiowa

Leia o texto da Tarsila:

“Eu sou agora Guarani Kaiowá. Sou porque sou humana, porque escolhi dar vazão à dor que senti ao ler a sua declaração de intenção de suicídio. Sou porque falta amor tanto aqui em São Paulo quanto no MS, e amor é tão precioso quanto comida, que também falta bastante. Longe dos olhos das multidões as atrocidades correm mais soltas: porque se vive um mercantilismo selvagem onde os olhos da Declaração de Direitos Humanos não alcançam. Sou porque favelas são queimadas e ninguém vê, sou porque a Justiça brasileira mata diariamente por omissão, e ninguém vê, e quem vê não sabe como agir.

Eu sou uma delas. Sou Guarani Kaiowá porque tive a honra de conhecer o Santuário dos Pajés (obrigado Izabele!) e entendi que não, não são boatos de gente revoltada com o sistema o que se ouve falar sobre atrocidades como assassinatos, tortura, fome, omissão – que sempre existiram, verdade, mas na nossa vida na “bolha” achamos que são exceções execráveis, aberrações isoladas em meio a um mundo iluminista. Não são. Os fatos são averiguáveis, as violações aos direitos humanos ocorrem a rodo no país, mas tudo é tornado complicado quando existe poder e grana pesada no meio.

Sou Guarani Kaiowá porque me dói observar como os relacionamentos se rompem e corrompem com a influência do dinheiro. Entendi que sim, outros modos de vida, mais antigos, ainda detêm uma sabedoria que não está nos livros, uma sabedoria relacional. Amor mesmo, de graça, sem reservas, pode-se dizer.

Sou Guarani Kaiowá principalmente porque acredito no direito de viver e morrer com dignidade; de honrar a terra e os antepassados da forma que estiver ao alcance, ainda que seja através da derrota. Mas mesmo acreditando nisso, sigo profundamente triste. Lamento por antecipação a perda de um povo, lamento a violência sistêmica. Lamento a impotência deles, e a nossa. Estou de luto, antes mesmo do suicídio coletivo, estou de luto simplesmente por estar alerta.

Sou Guarani Kaiowá porque sinto. Porque ouso conhecer por outras formas além do pensamento: não quero que esse povo seja apenas mais uma abstração teórica dentre as muitas que lidamos no dia a dia. Não mais uma guerra abstrata no oriente médio, não mais uma miséria abstrata na África. Não. Isso tudo está acontecendo relativamente debaixo de nossos narizes, e não quero uma memória vazia de um passado que não me tocou. O mínimo que posso fazer a distância é querer dar um abraço.

E na ausência presencial deles, vou procurar outros abraços. Abraços de compreensão da devastação e da finitude humana, e do amor e da esperança que sempre teimam em surgir por debaixo destas”

 

leia mais tb:

 

Mapa das terras guarani/kaiowá.
Algumas das áreas em conflito:
1 – Arroio Korá – TI com homologação suspensa pelo STF em 2009 por liminar – até hoje não julgada. Em protesto, o grupo ocupou em agosto parte da terra onde os fazendeiros ainda estão instalados;
2 – Potrero Guasu – TI já declarada, faltam providências para indenizações etc. Indígenas retomaram no início de setembro parte da área aind

a ocupada por fazendeiros;
3 – Mbarakay/Pyelito Kue – é onde está o grupo ameaçado de despejo que divulgou a recente carta. A localização no mapa é aproximada, eles estão escondidos em áreas de mata, para fugir dos ataques de pistoleiros;
4 – Guaiviry – é onde foi morto Nisio Gomes, em novembro de 2011. Houve novas ameaças recentes por ali;
5 – Paso Piraju – outra área ocupada há quase dez anos. O grupo também está ameaçado por uma ordem de despejo.
E por aí vai…
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Arquivado em arte, Memória, movimentos sociais, mulheres, protestos, texto

Latinoamérica

Me llamo Ernesto, soy argentino,

pero cubano de corazón.

Me dicen Che, soy rosarino,

latinoamericano sin razón.

Y tú, muchacha, ¿cómo te llamas?

¿María, Ana, Encarnación?

Y tú, muchacho, de dónde eres?

¿de lima, Río o Asunción?

Mi nombre es Pablo y soy de Chile.

Escribo versos y una canción

desesperada a mi amada,

latinoamericana sin rázon.

Y tú, muchacho,  ¿cómo te llamas?

¿Pedro, Marcos o Salvador?

Y tú, muchacha,  ¿de dónde eres?

¿De Perú, Cuba o Ecuador?

Pablo Neruda

locos por ti América

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Arquivado em arte, charge, Memória, poesia

Parem o genocídio palestino!

Ataque do Estado Sionista à Flotilha humanitária pró-Gaza *

Na madrugada de hoje, horário de Israel entre 4h30 e 5h, a marinha israelense atacou em águas internacionais  a frota humanitária pró-palestina que tinha 750 tripulantes entre eles cineatas, documentaristas, um premio nobel, médicos, enfermeiros, professores e até mesmo um sobrevivente do Holocausto de 85 anos.

O próprio porta-voz do Exército israelense, general Avi Benayahu, afirmou à rádio pública que o ataque aconteceu em águas internacionais:  “O comando agiu em alto mar entre 4H30 e 5H00, a uma distância de 70 a 80 milhas (130 a 150 km) de nossa costa”, ferindo, portanto, os termos dos acordos de paz de Oslo (1993), que deram a Israel o controle das águas territoriais diante da Faixa de Gaza em uma distância de 20 milhas (37 km).

Até o momento sabemos que 10 tripulantes foram mortos e mais de 30 ficaram feridos.

O mundo inteiro repudiou o ataque, o Brasil e alguns outros países retiraram seus embaixadores de Israel, vários protestos aconteceram ao redor do mundo contra a covardia israelense de atacar uma pequena frota com remédios, cadeiras de roda, suprimentos e 750 ativistas pacifistas.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que o bloqueio de Israel à Gaza está “no cerne de muitos dos problemas que afligiam a situação entre Israel e a Palestina” que se tem a impressão de que o “governo israelense trata d direito internacional com desprezo perpétuo” e finalmente que o bloqueio à Gaza foi suspenso, não haveria necessidade de flotilhas para levar ajuda humanitária.” (leia aqui o original em inglês)

Israel merece sanções severas, aguardemos a comunidade internacional tomar providências, protestemos, pressionemos as autoridades por medidas efetivas contra este insidioso bloqueio à Gaza e o tratamento desumano que o Estado sionista israelense dá aos palestinos de um modo em geral.

* o texto foi uma síntese que fiz das informações que colhi durante o dia. Maria_FRo

leia mais no tsavkko – clique aqui

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Arquivado em arte, bicicletas, charge, critical mass, massa crítica, Memória, movimentos sociais, protestos

Antes tarde…

(…)Agora, no final de novembro, novamente a folha, que deveria poupar o corte de eucaliptos, publica um artigo de César Benjamin, ex-militante arrivista, que além de ofender a memória de um dos principais movimentos responsáveis pela queda da ditadura militar no Brasil, ataca gratuitamente a figura do presidente do país, praticando injúria e difamação. As falsas acusações do artigo injurioso foram negadas com veemência por todos os envolvidos, inclusive pelo delegado responsável pela prisão de Lula à época: Romeu Tuma.(…)”

Eduardo Guimarães propôs o protesto que foi acatado pelo MSM para  dezembro (05/12).  O blogueiro Antonio Arles, começa uma campanha para o cancelamento da assinatura da Folha e tb do uol:

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” em 04/12,  Antonio Arles  recebeu uma notificação dos advogados da Folha e do Uol. Determinava que retirasse do seu blog, o Arlesophia, as imagens da campanha para cancelamento das assinaturas do jornal e do portal”

CENSURADO

Na chamada blogosfera(mídias sociais, blogs) reverberou: ” Acabo de ser notificado extrajudicialmente por escritório de advocacia representando a Folha para que retirasse os selos da campanha #CancelandoFOLHA #CancelandoUOL, sob pena de processo por suposto uso indevido das marcas. Sendo assim, retirei imediatamente os referidos selos.No momento não poderei desenvolver um post explicando melhor o caso, mas deixo aqui meu protesto por mais este ato de censura contra blogs.”

Entenda um pouco mais por Conceição Lemes :

Viomundo – A que horas isso aconteceu?

Antonio Arles – Aproximadamente às 14 horas, quando saía de casa para a USP. Minha mulher [Flávia] manobrava o carro na garagem e eu esperava na calçada. Aí, fui abordado por um motorista de táxi, que perguntou se eu era Antonio. À confirmação, apontando na direção de um táxi parado no lado oposto à minha casa, disse: “Ela quer falar com você”.

Viomundo – Ela era quem?

Antonio Arles – Uma mensageira do escritório de advocacia que representa o jornal e o portal. Ela limitou-se a dizer que havia uma correspondência para mim e pediu-me que assinasse o protocolo de recebimento. Como estava atrasado para a aula, abri o envelope no caminho. Aí,  eu vi que se tratava de uma notificação extrajudicial dos advogados da empresa pelo uso indevido da imagem na campanha pelo cancelamento das assinaturas da Folha e do Uol.

Viomundo – A campanha começou quando?

Antonio Arles – Domingo passado.Na sexta-feira passada [27 de novembro], em função da publicação do artigo Os filhos do Brasil, do César Benjamin, começou no twitter um movimento para cancelamento das assinaturas. No domingo, como já havia muitas adesões, resolvemos lançar a campanha.

Viomundo – É uma campanha do seu blog?

Antonio Arles – Não. É de várias pessoas da blogosfera.  Para facilitar o acesso, eu coloquei os links das imagens no meu blog. A partir daí o pessoal foi disseminando.

Viomundo – O que contêm essas imagens?

Antonio Arles – As marcas da Folha e do Uol.

Viomundo – Qual a alegação dos advogados?

Antonio Arles – Uso indevido da imagem. No final da tarde, fiz o que notificação determinou: retirei as imagens do ar. Consequentemente a própria campanha do meu blog.

Viomundo – O que você pretende fazer agora?

Antonio Arles – Meu advogado está estudando medidas legais cabíveis contra essa postura da Folha. Considero intimidação. É cerceamento à liberdade de expressão.

E no  dia 05/12 ( 10h)  na Barão de Limeira em frente à sede do Jornal colaboracionista com a ditadura militar o segundo protesto contra o jornalismo marrom praticado pela Falha realizou-se :

assinaturas de apoio:

……….

momento dos discursos:

O manifesto repúdio foi lido, em seguida outros falam e protestam contra o para-jornalismo praticado por uma empresa, no mínimo calhorda.

acabou? que nada, pós ato outra forte campanha na mídia social e blogs:

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Arte: Latuff

leia mais :

boicote aos anunciantes

Blogs na campanha contra a Falha de SP

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Arquivado em bicicletas, charge, fotos, Memória, movimentos sociais, protestos

La Negra

Ontem, (04 de out), transvivenciou Mercedes Sosa, nomeada por muit@s como a voz dos sem voz na América Latina.

Arte: Latuff

Arte: Latuff

Ganhou o apelido de “la Negra”, por causa de suas longas e belas madeixas; de forte opinião política, sempre se posicionava ao lado dos oprimid@s do continente latino, com sua voz marcante e emocionante, essa era Mercedes, Mercedes Sosa ou simplesmente a voz dos que não tinham voz!

mais sobre a voz da América Latina:

( 1) (2) (3) (4) (5)

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Honduras Hoje (Brasil pós 2011?)

arte: Latuff

arte: Latuff

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Arte: Latuff

Arte: Latuff

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