Arquivo da tag: 25 de novembro

Entrevista-depoimento com/da MIOSÓTIS

#fimdaviolenciacontramulher :

entrevista-depoimento  ativismo online

” Nome fictício: Miosótis (é uma flor.)

Situação: 19 anos, sem emprego, sem filhos, e sem relação com o agressor.

Relato da violência: Estava voltando para casa (4 km de caminhada a 4 anos) quando ao terminar de atravessar uma das ruas, um carro bateu em mim. O meu antebraço ficou encaixado no carro (meu corpo ficando em cima do capô) até ele parar, mais ou menos uns 100 metros do local da pancada. Depois, vários motoboys me ajudaram ligando pra minha família e depois ligaram para a SAMU. Estava muito mole e tentando recobrar a memória, mas ainda não estava sentindo dor alguma. Por alguma razão, que ainda tento entender, não quis processá-lo. Ele pedia muitas desculpas, mas continuava com um discurso de que eu também estava errada por estar a pé, por estar sozinha e estar andando à noite. Total imbecilidade. No hospital, apesar de terem tirado Raios-X do meu corpo, disseram que eu não havia quebrado nada. Uma semana depois voltei por sentir dor no antebraço, aí descobri que estava quebrado. Depois disso tudo fui a um hospital particular e engessei o braço e fiquei uns três meses achando que o osso iria calcificar, mas não havia jeito. Depois de quase cinco meses depois do acidente (até marcar e fazer todos os exames demora…), tive que fazer uma cirurgia de enxerto de células ósseas, do meu próprio quadril. Depois fiz um mês de fisioterapia e o braço parece bem melhor.

Situação do processo: Não o processei, mas ainda estou juntando as coisas para receber o dinheiro do seguro obrigatório do carro, que cobre acidentes, o DPVAT.

Opinião da vítima sobre o atendimento recebido: o posto de saúde falhou muito ao me mandar para casa com o antebraço quebrado sem eu saber. Isso agravou o estado do meu antebraço, pois se soubesse na hora, daria para colocar o antebraço no lugar e não perderia todo esse tempo com dor.

De que forma a violência contra a mulher te atingiu/atinge?
Hoje, vejo a agressão que sofri com um atentado a vida, com justificativas machistas. Hoje, não sofro violência física, mas psicológica, às vezes, como provocações quando caminho onde tem avenidas movimentadas, e antes quando pedalava.”

-.-.-.-.-.-

Anúncios

1 comentário

Arquivado em arte, bicicletas, Memória, movimentos sociais, mulheres, protestos, relatos, texto

Quando falo em assédio

#fimdaviolenciacontramulher :

Abaixo a reflexão da Diana, sobre assédio nas ruas:

” Pois então, a que me refiro quando falo em “assédio”? A resposta é bem ampla, e vai desde estupro até os mais “inocentes” assovios bem conhecidos por qualquer mulher que transita nas ruas desta e outras grandes cidades. Mas minha intenção agora é focar nessa segunda maneira de assédio, que me preocupa justo por ser tão comum, ter relativa aceitação social e por sua falsa aparência inofensiva.

Tais assédios expõem a mulher publicamente, independente de sua vontade, e a coloca numa situação constrangedora, quando não humilhante. O espaço individual é violado ao momento em que ocorre uma interação forçada. Alem do que, declara que  a pessoa abordada é um objeto a ser utilizado pelo outro. Trata-se de um objeto sexual, e nada mais.

Seguindo essa linha de pensamento, não fica difícil entender porquê o assédio nas ruas pode ser um dos motivos pelos quais há menos mulheres do que homens pedalando. Como pode alguém se apropriar tranquilamente de um espaço no qual não se sente à vontade, onde há o risco de ser constrangida a quase qualquer momento? Sobre a bicicleta isso parece mais difícil ainda, já que ciclistas destacam-se visualmente. Alem, é claro, de chamar atenção pela  imagem “excêntrica”: a mulher pedalando se mostra forte e corajosa ao encarar certas avenidas movimentadas, atitude não muito esperada do tal “sexo frágil”. Parece papo de décadas atrás, mas, acreditem, esse valor ainda está vigorando fortemente hoje em dia.

A mulher sair de casa sozinha e ir trabalhar já não é novidade; entretanto, quando pisa a rua, comumente é tratada de maneira hostil, como não pertencente ao espaço público –  “se o faz, é por sua conta e risco”, como citado nesse artigo –  ainda relegada ao espaço privado, à proteção do lar ou mesmo do local de trabalho, mas não à rua.

A esfera privada – seja a casa ou o carro – oferece uma (questionável) sensação de privacidade e segurança que não se tem no ônibus, na calçada, nem sobre a bike. E isso tudo é somado à vigente carrocracia, opressora a qualquer ser não motorizado. É de se esperar que alguem queira alienar-se de um mundo que lhe parece hostil.

(acima, video da campanha Stop Street Harassment)

O medo tambem é um fator de peso nessa história toda. Dependendo da abordagem, algumas mulheres podem se sentir ameaçadas. A propósito, uma pesquisa mostra que é comum estupradores provocarem verbalmente uma vítima potencial para avaliar se ela reagiria a um ataque físico. Seria exagero dizer que um mero “ê, lá em casa” pode soar como uma ameaça para uma pessoa que a maior parte dos dias é publicamente afirmada como objeto sexual? Por mais clara que seja a não-intenção de que a ameaça seja efetivada, uma “brincadeira” dessas não é brincadeira.

Tá. Diante disso, o que fazer?

Podemos começar pela conversa com amigos homens. Muitas vezes pessoas queridas têm dificuldade em se colocar no lugar dos outros, não sabem o quanto algumas atitudes são violentas e prejudiciais. E cabe a nós ajudá-los a entender. Contar como se sente, mostrar que isso não é bacana…

Para o momento do assédio, há uma série de dicas aqui. Eu geralmente respondo, diferentemente da maioria das mulheres, que prefere apenas ignorar. Por um lado, entendo que essa é uma postura conivente com a violência; por outro, às vezes é melhor se preservar, e desenvolver um trabalho emocional para se deixar atingir o mínimo possível, já que não há como criar uma barreira absoluta que não seja sair da rua. Mas sair da rua não é uma possibilidade, nem um desejo, nem seria uma solução.

Não vou me inibir em ir para onde e como quero. Deixar de sentir os espaços, ver os detalhes, ter acesso à cidade sem precisar de motor nem dinheiro está fora de cogitação. Esconder não vai ajudar em nada, pelo contrário. Aliás,  sabe aquele papo de “não pedalar pelo canto da rua, e sim próximo ao centro da faixa”? Pois é, isso é se impor, é tomar o espaço que é seu! Essa postura é importantíssima para uma mulher que pedale ou mesmo caminhe pela cidade. É não se deixar inibir; é dizer, com o corpo, “Estou aqui e não vou me desviar tão fácil”. A rua é nossa!

Diana

-.-.-.-

 

2 Comentários

Arquivado em bicicletas, Memória, movimentos sociais, mulheres, protestos, texto, vídeos

Reflexões sobre os insultos de raiz

#fimdaviolenciacontramulher :

Abaixo a reflexão da Dri, sobre insultos de raiz:

“(Recentemente ouvi alguns insultos no trânsito, como ciclista e como pedestre, e fiquei me questionando em que tipo de realidade vivem essas pessoas que acham normal esse ato de agressão gratuita, que por vezes mais parece uma demonstração angustiada e, sobretudo, distorcida de sua própria impotência.(…)

O insulto de raiz é uma prática lúdico-terapêutica, que consiste em descontar as frustrações da sua vida ou em expressar seu ódio ao outro, ainda que um completo desconhecido, a partir da segurança de seu veículo motorizado. Privilegia-se aqui a ação ágil, gratuita e impune. Os mais ousados, normalmente em bando, chegam a colocar sua cabeça para fora do veículo, com um ganho significativo nos quesitos intimidação e projeção de voz. Aos mais tímidos é permitido o insulto sem contato visual, sendo ainda possível recorrer à proteção das janelas com insulfilm.

A prática, que não vingou nas cidades de interior – onde o número reduzido de habitantes e embaraçosos encontros no coreto comprometiam a impunidade –, encontrava nas regiões de urbanização intensa seu local privilegiado. Encontrava. O insulto de raiz, que antes corria de pés descalços pelas ruas, ricocheteando nas velhinhas que insistem em morar na calçada oposta ao mercado, agora se vê perigosamente limitado pelo crescimento urbano. A cidade já não oferece mais um sítio totalmente seguro para essa prática.

Com as ruas cheias de carros são cada vez mais frequentes os encontros com os insultados no farol fechado ou na próxima esquina obstruída, comprometendo a inconsequência do ato. E mais: aumenta significativamente o número de cidadãos que não reconhecem nessa prática seu valor tradicional – ah, plebe ignóbil! -, e se acham no direito de reclamar quando são vitimados por um insulto de raiz. Proliferam, assim, os conflitos cotidianos, e a prática, até então inofensiva, passa a oferecer riscos ao insultador. Por vezes ele é constrangido a assumir a autoria e mesmo responder por suas palavras.

Barrados por violentas convenções de trânsito – o que são os semáforos se não a demonstração do braço coercitivo do Estado em sua atividade constante de desmanche do patrimônio cultural? – e pela coincidência – que outro motivo poderia explicar as ruas que eu uso sempre estarem lotadas com outros carros exatamente no horário que eu preciso? – os adeptos ao insulto de raiz se encontram em uma situação insustentável. A que tipo de humilhação ainda se verão expostos aqueles que tem coragem de preservar essa prática? Até quando o Estado manterá sua postura passiva, sem desenvolver um projeto sério para viabilizar a manutenção dessa tradição?

Até que tenhamos as respostas para essas perguntas, acredito que a prática do insulto de raiz continuará cada vez mais arriscada. Por isso deixo aqui minha solidariedade aos que ainda tem coragem de lutar por seu direito à cultura e um conselho singelo: invistam na cara de pau, pois fica muito feio não estar preparado ou fingir que fala no celular, desligado, quando aquela garota ou aquela senhorinha batem no vidro para pedir uma satisfação.”

-.-.-.-.-.

3 Comentários

Arquivado em bicicletas, Memória, movimentos sociais, mulheres, protestos, relatos

Vaaaaaai coisa gostooooosa

#fimdaviolenciacontramulher :

Abaixo, o relato da Marina Chevrand, no blog das pedalinas.

Assédio no trânsito não é assunto novo por aqui. Agressões verbais todas nós, mulheres que pedalam, provavelmente já sofremos.

Mas vem cá, ja imaginou estar subindo uma avenida (a sumaré, no caso), em pleno domingo, feliz e contente por  ter poucos carros na rua, e perceber que um carro reduz a velocidade e sentir uma palmada bem dada na bunda seguido de um “vaaaaai coisa gostooooosa” e várias risadas de um bando de playboys?

Nunca imaginou? Nem eu. Mas isso aconteceu comigo, mas o carro preto de placa 2416 e a cara do mauricinho orgulhoso de seu ato machão-ogro de camisa amarela olhando e rindo de mim no retrovisor, eu nunca vou esquecer.

Pra mim, um cara que faz algo desse tipo, é o mesmo que estupra e bate na mãe. O caráter (zero) e a certeza de que o mundo gira em volta do seu pinto são características comuns a esses seres desprezíveis.

Poderia fazer uma lista do que senti ao tomar o tapa: ódio, vergonha, humilhação, revolta, raiva, etc, etc, etc. E todos esses sentimentos juntos me deram forças nas pernas para pedalar na velocidade maior que eu pude com o intuito de alcançar o 2416, 2416, 2416 – repetia para mim mesma.

Rá! Lá estavam eles, distraídos e cantando esperando o sinal verde. Cheguei devagarzinho sem ser percebida pela direita. Com muita vontade, cuspi e vomitei na cara do de amarelo, arremesei-o para fora do carro, chutei bem no meio do seu saco. Não tive pena da sua cara de pavor, me pedindo peloamordedeus para parar. Não parei. Seus amigos-super-machões, se envergonharam do amigão que dá tapas em bundas de mulheres estar apanhando de uma de suas vítimas, e fugiram, deixando-o para trás.

Obviamente esse é o final que minha criatividade alimentada de ódio e revolta produziu.

O final real é bem diferente disso: Infelizmente (ou felizmente) todos os sinais estavam abertos, não tinha congestionamento e os perdi de vista. Me recolhi no meu suor e humilhação e engoli seco para conseguir terminar o dia sem matar um.

(…)

Desculpem o relato meio pesado para uma segunda feira. E sorte pra todas nós, que vamos pedalar muito ainda durante toda a semana. Que pessoas como essas não cruzem nosso caminho e não estraguem nosso dia (e muito menos nossa dignidade).

Marina Chevrand

.-.-.-.

4 Comentários

Arquivado em arte, bicicletas, Memória, movimentos sociais, mulheres, protestos, texto

“não quero papo” ou “vá se f*”

#fimdaviolenciacontramulher : Cotidianamente, sofrem toda a sorte de violência nas ruas de nossas cidades. Leia abaixo o relato da Evelyn.

Desculpas…

Não é fácil ser ciclista mulher no trânsito dessa cidade. Não é fácil mesmo. Além de todos os problemas como falta de espaço, falta de respeito e educação, a mulher ainda enfrenta uma coisa horrível chamada assédio, e que, na minha opinião, beira a um dos mais baixos e sujos tipos de desrespeito a uma pessoa.

Quase todo o dia tenho que me conformar com um “aí sim, hein?!” (esse já virou clichê!), “oi princesa”, “que coisa linda”… e por aí vai. Até aí eu aguento e se estou em dias bem humorados, até dou uma risada simpática como resposta. Outras vezes mostro aquele dedo para dizer “não quero papo” e outras grito um sonoro “vá se f*” e sigo pedalando. Mas, uma hora a gente perde todo o tipo de paciência. E a minha hora chegou hoje.

Nove horas da manhã, indo para o trabalho, na Rua Simão Álvares, entre as ruas do Pinheiros e Arthur Azevedo, em uma subidinha me aparece uma kombi escrita Horti-Fruti com quatro rapazes dentro. O passageiro do banco da frente enfiou o rosto para fora para jorrar algumas frases obscenas que não tenho coragem de repetir aqui. Eu poderia seguir o meu caminho, estava atrasada, pra quer dar atenção a estes cabeças de bagre? Mas hoje a minha tolerância se esgotou.

Obviamente, segundos depois dos desaforos, o semáforo fechou, a kombi parou no trânsito e eu passei por eles novamente. Mais frases impossíveis de engolir. Com toda delicadeza, parei a minha bike bem em frente a kombi, desci dela, abri a minha bolsa, peguei a minha chave, destravei a minha U-Lock do quadro, tranquei ela novamente, mas agora segurando-a em minha mão, virei para o cara da kombi, mostrei a U-Lock e perguntei:

“Quer perder o retovisor?!”.

Claro que ele disse NÃO!

Então pede desculpas

Desculpas (sorriso cínico, mas muito cínico no rosto)

Pede desculpas sem esse sorriso cínico

Desculpas (com o sorriso cínico na cara)

[detalhe… o trânsito todo esperando!]

Se você não tirar esse sorriso cínico da cara eu vou estraçalhar esse vidro da kombi.

[Aí o motorista interviu]

Como assim moça?! Vai destruir nossa kombi?! Pelo amor de Deus não faz isso, desculpa, desculpa, desculpa…

O safado que tinha falado as obscenidades ficou perplexo. O sorriso cínico sumiu e virou uma verdadeira cara de espanto e medo.

Ela dizia “desculpa, pelo amor de Deus, essa kombi é do trabalho, não quebra o vidro não, desculpa”. E pra melhorar, parou um motoqueiro do meu lado pra saber se estava tudo bem e se eu precisava de ajuda. Aí os caras ficaram com mais medo.

Eu dei um sermão nesses idiotas, falei, gritei, esbravegei que isso era para eles nunca mais insultarem uma mulher na vida deles.

O idiota ainda replicou dizendo que falou aquilo porque me achava linda, estava me elogiando e ainda completou “mas também agora pra mim você é feia!”. E eu continuei gritando, disse pra ele que elogio de gente do tipo dele pra mim é ofensa, tenho nojo, e que se ele não calasse a boca ele ia perder o vidro.

Ele ainda disse mais desculpas, que eles eram trabalhadores, não mereciam estar passando por isso… e eu disse “também sou trabalhadora e também não mereço passar por isso”. Fui embora pedalando a mil por hora, com sangue nos olhos, com a revolta expressada em todos os meus movimentos. Tive que parar por alguns minutos para refletir sobre tudo aquilo, sobre toda aquela raiva.

Comecei a pensar nos olhares assustados destes caras da kombi, como se eu fosse uma pessoa armada, prestes a cometer um crime. E, realmente, eu estava armada. A U-Lock ali cumpria a mesma função que uma arma, um revólver. Mas quer arma mais dolorosa do que as palavras? Do que a falta de respeito? Isso é o que mais me machuca.

Sou contra atitudes agressivas. Não gosto disso. Mas também não consigo ser conivente com tamanha falta de respeito. Esse cara da kombi não desrespeitou só a mim. Desrespeitou a minha família que me educou, desrespeitou o meu namorado, desrespeitou a família dele, quem sabe até, a esposa e os filhos dele?!  Tá difícil engolir tamanho desaforo!

Já subindo a Teodoro, mais calma e concetrada no esforço físico e no trânsito, um carro passou bem pertinho de mim. Fiquei pensando “lá vem”. E veio um motorista homem, bem devagarzinho, que falou: “acompanhei tudo desde lá de baixo, você fez muito bem!”. Agradeci, ele foi embora, e fiquei contente em saber que mais pessoas reprovam a atitude do cara da kombi. Não que a minha estivesse totalmente correta.

.-.-.-.-.-.

 

Deixe um comentário

Arquivado em bicicletas, Memória, movimentos sociais, mulheres, protestos

5 dias de ativismo digital pelo #FimDaViolenciaContraMulher

Cinco dias de ativismo online pelo fim da violência contra a mulher

de 20 a 25 de novembro


Essa é uma proposta de campanha que já nasce colaborativa.(…)

(…)Além disso também entendemos como outras formas de violência contra mulher a homofobia, a criminalização das mulheres que fazem aborto, o preconceito, xenofobia. Por isso, também vamos estar em campanha pela legalização do aborto e descriminalização das mulheres, contra a homofobia de lésbicas, pelos direitos sexuais e reprodutivos, contra o preconceito, especialmente das mulheres negras…enfim a pauta não é curta não!!

Importante ressaltar que todos os dias são dias de luta e ativismo. No entanto, vamos aproveitar tal período para intensificar nosso ativismo

A origem do 25 de novembro está AQUI.

No Facebook estamos atuando no grupo Feministas em ativismo digital

No twitter, convocamos todas e todas a divulgar as ações do ativismo, utilizando a hastag #FimDaViolenciaContraMulher



 

Deixe um comentário

Arquivado em arte, bicicletas, Memória, movimentos sociais, mulheres, protestos

CICLOCIDADE – associação dos ciclistas urbanos de SP

. . . . . . . . .
Participe do Ato de Fundação da Ciclocidade

o próximo dia 25 de Novembro, você está convidado a fazer parte da fundação da Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo.

A Ciclocidade pretende ser a voz de quem utiliza ou gostaria de utilizar a bicicleta no cotidiano, atuando na defesa do interesse dos ciclistas e na promoção do uso deste veículo na região metropolitana.

Acreditamos que a bicicleta desempenha um papel ativo nas cidades e sociedades do século XXI, ajudando a construir comunidades vivas e solidárias no território urbano, economizando recursos naturais cada vez mais escassos e promovendo a saúde e o bem-estar da população.

A Ciclocidade é resultado da articulação de dezenas de ciclistas que já participam ativamente em diversos fóruns, grupos, discussões e ações em favor da bicicleta.

Sabemos que o desafio em São Paulo não é simples, por isso a sua presença é fundamental. Queremos uma associação forte, democrática e plural, que defenda o interesse do ciclista e colabore na construção de uma cidade mais justa, humana e sustentável.

Ato de Fundação da Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo

Local: Espaço Contraponto (rua Medeiros de Albuquerque, 55 / mapa aqui

Horário: 19h

** Para continuar a receber informações sobre a Ciclocidade, por favor clique neste link e confirme a inscrição sua inscrição ou visite este outro link para cadastrar outro endereço **

Informações:contato@ciclocidade.org

— A Ciclocidade não compartilha nem divulga de nenhuma maneira dados pessoais

-.-.-.-.-.-

2 Comentários

Arquivado em bicicletas, movimentos sociais